Ciclo de vida do DFe recebido
Todo documento capturado pela recepção automática percorre as mesmas etapas, independentemente de ser NF-e, CT-e ou NFS-e. Entender esse fluxo ajuda a interpretar os estados (Received, Processed, Failed) e os eventos de webhook.
Visão geral
Etapas
- Emissão por terceiros. Um fornecedor emite um documento fiscal tendo o seu CNPJ como destinatário (NF-e/CT-e) ou tomador (NFS-e).
- Autorização. A SEFAZ (NF-e/CT-e) ou a SEFIN (NFS-e) autoriza o documento e o publica no ambiente nacional, atribuindo um NSU — número sequencial único por CNPJ.
- Captura (polling). A NFE.io consulta periodicamente o ambiente nacional buscando NSUs novos para cada empresa ativa.
- Processamento. O XML é baixado, os metadados são extraídos e o PDF auxiliar (DANFE / DANFSe) é gerado.
- Notificação. Um webhook é disparado para a URL configurada. O documento também fica disponível por API REST e no console.
- Manifestação (opcional). Como destinatário/tomador, você pode comunicar à SEFAZ/SEFIN a sua posição sobre o documento — ciência, confirmação, desconhecimento, rejeição. Veja Reforma Tributária (RTC) para os eventos do novo modelo.
Particularidades por documento
- NF-e: o XML completo pode chegar primeiro como resumo (metadados, sem XML integral); a SEFAZ só libera o XML completo após a manifestação do destinatário ou após ~3 meses de retenção.
- CT-e: o PDF (DACTe) é gerado sob demanda no endpoint
/pdf(renderização on-the-fly); o emitente/destinatário/tomador chegam no payload do webhook (o GET REST de CT-e devolve apenas o essencial). - NFS-e: capturada por polling no ADN (SEFIN), usando o certificado da empresa via mTLS.